Quando tocou o sinal avisando que as aulas aviam acabado, Raphael chegou perto de Mírian que saia espremida pela porta e perguntou:
- Quer companhia para ir embora?
- Pode ser - sorriu contente pela pergunta e também pelos alunos que gritavam terem ido embora.
Mírian e Raphael caminhavam lado a lado, em um profundo silêncio, até que começou a tocar uma música na bolsa de Mírian, que a abriu e pegou o celular e disse:
- Quem é?
- Filha, sou eu- a voz do outro lado do celular respondeu.
- Por que você ligou?- perguntou Mírian, alterando um pouco a voz.
- Estava preocupada, e como você está?- disse a mãe, Fernanda, tristemente.
- Estou bem, mas pare de me ligar o tempo todo, por favor- a voz voltou ao normal.
- Desculpe- e Fernanda desligou o telefone rapidamente.
- Está tudo bem?- Raphael perguntou, preocupado.
- Era só minha mãe.
- Está tudo bem, mesmo?
- Está, é que minha mãe fica bem preocupada comigo, ainda mais em uma cidade nova.
- Da onde você veio?- perguntou mudando de assunto.
- De Santos.
- Deve ser difícil mudar de cidade e ficar longe de seus amigos.
- É, ainda mais quando você é quase atropelada no primeiro dia na cidade e um desconhecido a salva.- ela olhou para ele, e os dois começaram a rir.
- E é ainda mais difícil quando você se apaixona pela pessoa que te salvou.
- Ei, ninguém aqui disse que eu gosto de você- e começou a ficar vermelha
Nenhum comentário:
Postar um comentário